sábado, 27 de fevereiro de 2010

CHEFE E FUNCIONÁRIO

Um homem navegava com seu balão por um lugar desconhecido. Ele estava completamente perdido, e se surpreendeu ao encontrar uma pessoa. Ao reduzir um pouco a altitude o homem gritou:
- Ei, você aí, onde eu estou?
O jovem respondeu:
- Você está num balão a 10m de altura!
-Você é estagiário?
- Sim, como o senhor descobriu?
- É simples! Você me deu uma resposta técnicamente correta , mas que não serve para nada...
Então o estagiário perguntou:
- O senhor é chefe no seu trabalho, não é?
- Sou. Como você advinhou? - disse intrigado o homem.
E o rapaz:
- Simples: o senhor está completamente perdido, não sabe fazer nada e ainda quer colocar a culpa no estagiário...rsrsrsrs



Hospedagem de Sites

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O VENDEDOR

Era uma vez um vendedor externo, ele andava feliz pelas comunidades na roça, desculpa, comunidades do INTERIOR! Ele fazia o que mais gostava...vender! Vendia de tudo...cada vez que saia de casa levava uma bugiganga diferente.
Dizem até que a bolsa dele era mágica! De tanta coisa que cabe dentro dela.
Certo dia, ele feliz da vida seguia seu caminho na estrada esburacada de terra batida de uma comunidade bem longe de tudo...mas começou a chover! – E agora? O que o nosso vendedor iria fazer? – Mas a bolsa dele era mágica...tanta coisa cabia dentro dela...Rapidamente tirou um guarda-chuva e botas e alegremente continuou a caminhar.
Mas na roça, desculpe, no interior tem muitos cachorros...como nosso vendedor escapava dos cãezinhos? Ele levava pedacinhos de carne dentro da bolsa mágica e jogava para os bichinhos que enquanto comiam nem notavam o nosso vendedor correndo!
E lá ia ele, andando pelo caminho, catando araçá e outras frutas, sempre com sua bolsa debaixo do braço. Mas as casas no interior são distantes umas das outras e coitado do vendedor, passava mais tempo andando do que vendendo!
- Olha! – disse ele sorrindo satisfeito. – Uma casa! – bem ao longe ele avistou uma casinha cuja chaminé despejava fumaça no céu. – É hora de se preparar! – pensou. Tirou as botas, guardou o guarda-chuva... deu uma lambidela nas sobrancelhas.
- Oh de casa! – gritou quando se aproximou.
Daí poucos minutos chegou à janela amarela da casa uma senhorinha de camisolão, lenço na cabeça e uma toalha de prato jogada aos ombros.
- O que o senhor quer? – disse a senhorinha.
- Bom dia, minha senhora! Hoje a senhora tirou a sorte grande! Eu trouxe o que a senhora estava precisando!
- Eu? O que eu precisava!?
- Sim! É seu dia de sorte! Tenho aqui...
- Eu não preciso de nada. Já tenho tudo, obrigada. – respondeu desconfiada.
- Que maravilha! Trouxe então algo muito importante para a senhora!
-O quê? Já disse que eu não preciso de nada.
- É a oração “Obrigada Senhor por tudo o que tenho”, temos que agradecer a Deus, não acha?!
E não é que a senhorinha comprou a oração “Obrigada Senhor por tudo que tenho”! E lá foi o vendedor, feliz da vida pelo caminho procurando novas casas...


Adaptado por Nelly Garcia

A ENTREVISTA

Um jovem recém-formado na universidade recebeu um telefonema de uma grande empresa, a mesma empresa que ele deixara currículo uns dias atrás. A secretária lhe informou o horário da entrevista e ele respirou aliviado por ter uma oportunidade no mercado.
Acordou no outro dia e foi para frente do espelho, queria caprichar no “marketing pessoal”, afinal, conseguir o primeiro emprego é tarefa árdua. Penteia-se, faz barba, passa loção, acerta as sobrancelhas...quando olhou para o relógio deu um pulo, estava atrasado! Pegou sua carteira, uma maleta com alguns papéis e canetas dentro e saiu correndo pela porta.
Respirou aliviado porque o ônibus 687 que o levaria para o centro da cidade passou no momento que ele chegou ao ponto.
Trinta minutos depois saltou em frente ao edifício onde a empresa se localizava, onde faria a entrevista. Faltam dez minutos para o horário marcado. Mordeu os lábios, aprendera com seu pai que sempre deveria chegar pelo menos dez minutos adiantado a um compromisso.
Adentrou as portas do edifício correndo e se informou com a recepcionista qual era o andar da empresa. Caminhou rapidamente para a direção do elevador, na porta encontrou um senhor, caminhando lentamente, com todo a reumatismo acumulado por anos dedicados ao trabalho o impossibilitando de ir mais rápido. O jovem jogou o corpo para a esquerda, para a direita e o senhor ainda assim impedia sua entrada no elevador. Por fim, mesmo contra seus princípios, empurrou o senhor e entrou no elevador. Olhou no relógio, sete minutos... Poucos segundos após estava no andar onde faria a entrevista. Esbaforido saiu às pressas, e arrumando a gravata se dirigiu a secretária que estava sentada atrás de um monitor de computador.
- Bom dia, meu nome é Cláudio Arthur e vim para a entrevista.
- Bom dia, Cláudio! – disse receptiva a mulher – Só um momento, por favor. – pegou a agenda e confirmou o horário da entrevista – Pode sentar-se naquela poltrona e aguardar. – disse – Sinta-se à vontade, temos cafezinho e água caso o senhor queira.
O jovem se sentou e um peso saiu-lhe dos ombros, graças a Deus conseguira chegar a tempo para a entrevista. Notou que estava suado. Apanhou uma revista e começou a folheá-la.
Alguns minutos depois um senhor se dirigiu à secretária assim que alcançou com certa dificuldade o local onde ela estava.
- Bom dia Suellen!
- Bom dia, Sr Orlando. Deseja que eu leve um café para o senhor? – perguntou cordial.
- Não, obrigado. Vou entrevistar o candidato primeiro. Vou para minha sala e após cinco minutos peça a ele que entre.
O jovem levantou o olhar e viu parado ali, na frente da secretária o mesmo senhor que encontrara no elevador. Afundou-se na poltrona.


Nelly Garcia